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Para as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho são consideradas situações de emergência aquelas que ameaçam a vida, colocando as pessoas em perigo de morte ou de grave deterioração da sua saúde ou das suas condições de vida, e que podem ultrapassar totalmente a capacidade normal dos indivíduos, das famílias, das comunidades e dos sistemas de apoio do Estado para enfrentá-las.
Reconhecidas pelos governos como seus auxiliares em matéria de serviços humanitários, as Sociedades Nacionais devem ter a capacidade necessária para actuar em todas as situações que constituem uma ameaça à vida, independentemente da dimensão da emergência.
As suas acções regem-se pela mesma Política de Intervenção em Situações de Emergência e pelos mesmos Princípios Fundamentais da Humanidade, Imparcialidade, Neutralidade, Voluntariado, Unidade, Universalidade e Independência, visando garantir que as pessoas afectadas tenham acesso a:
- Água potável e sistemas de saneamento;
- Alimentação adequada;
- Cuidados básicos de saúde;
- Abrigo temporários.
A Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho prosseguem com estas actividades até que já não exista ameaça crítica à vida e à saúde das pessoas ou, em situações de ameaça prolongada, até que as necessidades possam ser atendidas de maneira mais apropriada no âmbito dos sistemas de reabilitação.
Para responder a estas e outras necessidades, a Federação Internacional criou em 1994 as ERUs (Unidades de Resposta à Emergência). Estas unidades são equipas constituídas por especialistas técnicos formados e treinados, prontas para serem deslocadas num curto espaço de tempo, que usam equipamento estandardizado pré-embalado. Estão desenhadas para serem auto-suficientes por 1 mês e poderão operar até 4 meses após a emergência.
Tipos de ERU
- Logística;
- Sobrevivência;
- Cuidados Básicos de Saúde;
- Água e Saneamento;
- Hospitalar;
- Telecomunicações;
- Campo Base.
A Estratégia de Intervenção em Situações de Emergência da CV/CV prevê também todo um trabalho de preparação, com vista a tentar evitar ou minimizar os efeitos das catástrofes.
Se, por um lado, é difícil prever-se a data, hora e localização exactas do próximo terramoto, cheias, surto epidémico ou ataque terrorista, por outro, é possível estar-se preparado e pronto a responder nas horas a seguir à sua ocorrência.
Através dos seus 100 milhões de voluntários distribuídos por 190 países, as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho estão idealmente posicionadas para dar a necessária assistência humanitária.
A Coordenação Nacional de Emergência da CVP tem vindo a fazer um esforço nas diferentes áreas de intervenção e a adequar os seus serviços, tendo em vista uma estrutura de emergência eficaz e com capacidade de resposta, para a pequena e grande emergência, quer social quer de catástrofe.
Neste contexto, a CVP desenvolve uma crescente cooperação, colaboração, conhecimento e troca de experiências com as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha: Espanhola, Francesa, Italiana, Belga, Haitiana e Suíça. Para mais informações sobre o projecto de parceria com a Cruz Vermelha Suíça no Haiti, clique aqui.
De realçar a ligação directa com as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha dos países de Língua Oficial Portuguesa (Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné, Angola, Brasil e Timor), no âmbito da emergência, para um conhecimento efectivo das realidades e necessidades locais e uma pronta e adequada colaboração e cooperação.
Para obter informações sobre as Fases da Emergência na Cruz Vermelha Portuguesa, clique aqui.
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