Cooperação e Ajuda Humanitária

Cooperação Internacional

A Cruz Vermelha Portuguesa trabalha em conjunto com a Federação Internacional das Sociedades Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, com o Comité Internacional da Cruz Vermelha e com as Sociedades Nacionais de outros países. Os principais objectivos da CVP na área da cooperação internacional são:

  • Contribuir para a melhoria das condições de vida das pessoas e comunidades em situação de vulnerabilidade da maneira mais estável e duradoura possível;
  • Difundir os valores humanitários e melhorar o respeito pela dignidade humana;
  • Fortalecer a capacidade das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha para que possam cumprir da melhor maneira o seu mandato humanitário;
  • Aumentar a consciência solidária da sociedade portuguesa.

Ajuda Humanitária

A ajuda humanitária presta especial atenção às necessidades mais imediatas das pessoas em situações de emergência: socorro, abrigos, água potável e saneamento, ajuda alimentar e apoio nutricional, saúde e apoio psicológico.

Actualmente, a ajuda humanitária tornou-se uma tarefa cada vez mais necessária. As situações onde se necessita deste tipo de ajuda de emergência aumentaram em número e em complexidade.

O aumento exponencial do número de desastres naturais nos últimos anos levam o Movimento Internacional e os seus órgãos a prestar especial atenção a actividades de preparação para desastres, naturais e/ou tecnológicos, bem como a resposta a catástrofes.

Da mesma maneira, a nova tipologia dos conflitos, com as suas graves consequências para as condições de vida das populações afectadas e para as suas oportunidades de desenvolvimento, é um exemplo que coloca em evidência este desafio.

O resultado é um cenário cada vez mais complexo e incerto. A ajuda humanitária em favor das vítimas de desastres e conflitos armados são a concretização mais imediata do mandato humanitário do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

A Cruz Vermelha Portuguesa mobiliza os seus recursos financeiros, materiais e humanos no apoio às populações vítimas de catástrofes naturais, conflitos armados e outras situações de violência. Alguns exemplos:

  • Cheias, Paquistão (2010);
  • Sismo, Sichuan, China (2008);
  • Ciclone Nargis, Myanmar (2008);
  • Apoio a Refugiados, Sudão (2007);
  • Tsunami, Sudeste Asiático (2005).

Cooperação para o Desenvolvimento

A cooperação para o desenvolvimento é um processo no qual as comunidades, as famílias e as pessoas ficam fortalecidas e beneficiam de vidas mais produtivas, sendo menos vulneráveis perante os desastres.

Este conceito estabelece com clareza o protagonismo centrado nos beneficiários locais e tem um enfoque essencialmente participativo. A cooperação para o desenvolvimento deve estar limitada no tempo, uma vez que o objectivo final é promover a auto-suficiência das populações beneficiárias. A redução da vulnerabilidade só será possível se se conseguir uma melhoria efectiva e duradoura da qualidade de vida das pessoas e se fortalecer, ao mesmo tempo, as instituições encarregadas de preservá-las.

A Cruz Vermelha trabalha com as comunidades na redução de riscos, mitigando os efeitos e preparando a resposta e recuperação face aos desastres. As primeiras pessoas a responder a uma catástrofe são aquelas que vivem nas comunidades locais. São eles que começam as operações de salvamento. É por este motivo que a Cruz Vermelha centra a sua actividade na preparação para desastres nas comunidades, reduzindo a sua vulnerabilidade, através da sua rede local de voluntários e trabalhadores. Por esse motivo é também importante apoiar as Sociedades Nacionais no seu fortalecimento institucional para que consigam, por si só, responder às emergências com os seus próprios recursos.

A cooperação institucional é um processo contínuo de trabalho com as Sociedades Nacionais do Movimento Internacional e as suas redes locais, através do qual fortalecem e desenvolvem os seus recursos de forma mais eficaz. O fortalecimento institucional é uma prioridade, uma vez que as acções realizadas no âmbito deste tipo de cooperação são componentes essenciais para o resto das intervenções.

Não invalidando a cooperação com outras Sociedades Nacionais irmãs, a Cruz Vermelha Portuguesa privilegia o fortalecimento dos seus laços com as Sociedades Nacionais de Língua Portuguesa, visando criar uma rede de cooperação entre países com uma história, cultura e língua comuns. Com esse fim, em Julho de 2003 foi criado o Fórum das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha de Língua Portuguesa (Fórum SNLP), após mais de uma década de encontros informais. O principal objectivo deste grupo é fortalecer a cooperação entre os seus membros, nomeadamente nos domínios da:

  • Saúde;
  • Preparação para a intervenção em catástrofes;
  • Formação;
  • Migração;
  • Quaisquer outros que se enquadrem na missão do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

O Fórum SNLP procura a concertação entre os seus membros no sentido de se obter unidade nas intervenções no seio do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Saliente-se ainda a diplomacia humanitária em áreas de interesse comuns aos membros do Fórum SNLP. Actualmente a CVP preside a este grupo. Para mais informação, consultar o site do Fórum.