Campanha “Deixem-nos jogar”

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“Let us play. Protect children in war.” - protecção das crianças em situação de guerra

2004

Sensibilização para a mudança de percepções, atitudes, políticas e comportamentos para a protecção das crianças vítimas das guerras.

Porquê?

  • É urgente dar a conhecer os problemas enfrentados pelas crianças nas guerras: afastamento das famílias, fome, ferimentos, desabrigo, doenças, perturbações psicológicas, crianças-soldados, entre outros. 
  • É urgente promover as disposições do Direito Internacional Humanitário para protecção da vida, saúde e dignidade das crianças que são vítimas das guerras.
  • É urgente dar às crianças vítimas das guerras os meios necessários à reconstrução das suas vidas.
Mensagens-chave
  • Garantir que as necessidades básicas das crianças sejam satisfeitas através do fornecimento de água, comida, abrigos, roupa, assistência médica, educação, etc. – assistência
  • Juntar as crianças às respectivas famílias - reunificação familiar.
  • Ajudar as crianças na reabilitação física e psicológica e na reintegração social – reabilitação.
  • Evitar o recrutamento das crianças pelas forças armadas ou a sua participação nas hostilidades - crianças-soldados.
Quem está envolvido?

O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e União das Associações Europeias de Futebol (UEFA)

Para o CICV, é fundamental que as partes beligerantes respeitem os princípios humanitários básicos para assegurar a protecção dos mais vulneráveis durante os tempos de guerra, especialmente das crianças. Para a UEFA, é essencial desenvolver os conceitos de fair play, solidariedade e espírito de equipa entre os jogadores, especialmente entre os mais jovens, de forma a manter a essência do futebol. Desta forma e no âmbito da sua já antiga parceria*, CICV e UEFA decidiram desenvolver a campanha "Protect Children in War" de sensibilização para a protecção das crianças vítimas das guerras, no âmbito do campeonato de futebol EURO 2004.

Nesta missão juntaram-se também as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha dos países que se qualificaram para o EURO 2004, entre as quais a Cruz Vermelha Portuguesa, e também as Cruzes Vermelhas da Islândia e da Finlândia, para desenvolvimento da campanha a nível nacional.

Para divulgar esta mensagem humanitária junto dos adeptos de futebol e do público em geral foram nomeados como embaixadores internacionais os árbitros Pierluigi Collina (Itália), Anders Frisk (Suécia)), Markus Merk (Alemanha) e Lubos Michel (Eslováquia).

* Histórico parceria CICV/UEFA

A parceria entre o CICV e a UEFA foi posta em marcha em 1997, baseando-se fundamentalmente na adopção de um tema humanitário e no apoio financeiro da UEFA às actividades desenvolvidas pelo CICV nessa matéria. Inicialmente, a UEFA associou-se aos esforços do CICV na ajuda às vítimas das minas nas Balcãs e no Cáucaso. Ao efectuar as primeiras doações, a UEFA investiu dinheiro proveniente de multas aplicadas a jogadores, clubes e federações que disputam as competições europeias. Desde 2002, as duas organizações definiram que o tema "Children in War" corresponde às prioridades de ambas. Pela primeira vez, a plataforma do UEFA EURO 2004 serviu como vector principal de comunicação destas questões humanitárias. Desde 1997, a contribuição total da UEFA às actividades humanitárias do CICV eleva-se a 6,1 milhões de francos suíços.


Para mais informações sobre este tema consulte o site do Comité Internacional da Cruz Vermelha - secção especial “As crianças e a guerra”