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Ainda no âmbito da Intervenção Social para
a Autonomia, existem também na Cruz
Vermelha Portuguesa Intervenções Dirigidas a
Grupos e/ou Problemáticas Específicos, nomeadamente,
Toxicodependências, Sem-Abrigo, Minorias Étnicas
e Mulheres Vítimas de Violência.
Face à complexa e crescente problemática das toxico-dependências,
a Cruz Vermelha Portuguesa tem privilegiado Acções
de Prevenção Primária e organizado Equipas
de Intervenção Directa e/ou Equipas de Rua.
As Acções de Prevenção Primária
das Toxicodependências são financiadas pelo Instituto
da Droga e Toxicodependência (IDT) e pelas Câmaras
Municipais, através dos Planos Municipais de Prevenção
da Toxicodependência e desenvolvidas pela sociedade civil.
A Cruz Vermelha Portuguesa desenvolve ainda respostas dirigidas
à população toxicodependente através
das suas Equipas da Intervenção Directa/Equipas
de Rua, tendo por base ou estabelecimento de protocolos de
cooperação com Centros Distritais de Solidariedade
e Segurança Social locais ou candidaturas a projectos do
IDT.
Equipa de Rua em funcionamento na Delegação
de Braga.
No âmbito das respostas aos Sem-Abrigo em situação
de emergência social, e para além daquelas que é
possível situar nas actividades dos Centros Comunitários
da Delegação
da Figueira da Foz e do Núcleo
de Águeda, encontra-se o Centro
de Acolhimento Temporário Dr. Francisco Alvim na Delegação
de Braga. Este centro funciona com um Protocolo de Cooperação
com o Centro Distrital de Segurança Social local.
Face ao aumento dos fluxos migratórios para Portugal e
à consequente complexificação dos fenómenos
de integração/marginalização, a Cruz
Vermelha Portuguesa tem procurado desenvolver e consolidar actividades
com os grupos das populações mais sensíveis
a esta nova realidade, concretamente Imigrantes e Minorias Étnicas.
Clique para ver
localização de acções dirigidas a
Imigrantes
Clique para
ver localização de acções dirigidas
a Minorias Étnicas
Sendo uma realidade indiscutível a discriminação
associada ao género na sociedade portuguesa, e em todas
as sociedades de uma forma geral, existem medidas sociais que
assentam em critérios de discriminação positiva
visando contrariar, de alguma forma, as desigualdades introduzidas
pelo tratamento discriminatório das mulheres. A Cruz Vermelha
Portuguesa, em diversas actividades que desenvolve, associa-se
a estas medidas de promoção da igualdade.
No caso das Mulheres Vítimas de Violência toda a
problemática associada ao género se agudiza, com
a mulher presa numa situação, muitas vezes por falta
real de alternativas. Esta falta de alternativas (sociais, económicas
e muitas vezes pessoais) não permite que se libertem do
agressor.
A criação de Casas de Abrigo para estas
mulheres pode ser uma forma eficaz de oferecer estas alternativas,
resolvendo, ainda que transitoriamente a questão económica,
ao mesmo tempo que enquadram a mulher numa rede social de apoio,
ajudando-a a perspectivar um caminho de vida diferente.
Clique
para ver localização de Casas de Abrigo de Mulheres
Vítimas de Violência
A Delegação
de Faro viu aprovada a candidatura, no âmbito do Programa
Operacional Emprego Formação e Desenvolvimento Social
(POEFDS)/Medida 5.6, para obras de adaptação e aquisição
de equipamento num edifício da Cruz Vermelha Portuguesa,
para desenvolver um projecto designado "Porto de Abrigo"
dentro da tipologia Comunidade de Inserção para
Apoio à População Mais Vulnerável
e Marginalizada.
Esta Comunidade de Inserção constitui uma resposta
integrada que permite o acolhimento e desenvolvimento de actividades
conducentes à autonomia das pessoas, podendo acolher um
mínimo de 15 pessoas e um máximo de 30, em regime
de alojamento, incluindo os respectivos dependentes. As actividades
a desenvolver correspondem à seguinte tipologia:
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Apoio à satisfação
das necessidades básicas de sobrevivência como
o acolhimento, alimentação e higiene; |
| - |
Apoio psicológico
e social; |
| - |
Encaminhamento para acções
de formação que facilitem a aquisição
de competências pessoais e relacionais; |
| - |
Encaminhamento para acções
de qualificação escolar e profissional; |
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Iniciativas que visem a participação
em acções de natureza cultural e recreativa; |
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Ateliers ocupacionais que
contribuam para a aquisição de conhecimentos
e aptidões pessoais. |
O investimento total aprovado no projecto "Porto de Abrigo"
da Delegação de Faro é de €353.672,40,
com comparticipações do FEDER (€190.983,10),
pública (€127.322,06) e privada (€35.387,24).
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