Emblemas

Os emblemas da Cruz Vermelha, Crescente Vermelho e, mais recentemente, do Cristal Vermelho são símbolos universalmente reconhecidos de assistência às vítimas de conflitos armados e catástrofes naturais. Nenhum destes três emblemas tem significado religioso ou político. Cada Sociedade Nacional, dependendo do emblema que escolheu, adopta o seu nome (ex: Cruz Vermelha Portuguesa).

Cruz Vermelha

O emblema que surge na origem do Movimento Internacional é uma Cruz Vermelha em fundo branco, tendo sido adoptado em 1863. Surge nesta forma porque se trata da inversão das cores da bandeira da Suíça, país de Henry Dunant, fundador da Cruz Vermelha.

Crescente Vermelho

À Cruz Vermelha juntou-se o Crescente Vermelho em 1876, na sequência da guerra russo-turca travada nos Balcãs. Nesta altura, o Império Otomano declarou que passaria a usar o Crescente Vermelho para identificar as suas próprias ambulâncias, continuando a respeitar a Cruz Vermelha como símbolo protector das ambulâncias do inimigo. Assim, o aparecimento deste segundo emblema adveio da necessidade de se preservar a sensibilidade cultural muçulmana no Movimento.

Cristal Vermelho

Infelizmente, muitos países continuam a ver uma ligação religiosa, cultural ou política nos emblemas da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Esta percepção chegou mesmo a afectar o respeito pela neutralidade que lhes é conferida, pondo em causa o seu carácter protector. A solução envolveu a adopção em 2005, de um Protocolo Adicional às Convenções de Genebra que criou o Cristal Vermelho. Este novo emblema é livre de qualquer conotação cultural, religiosa, política ou étnica e tem o mesmo estatuto internacional dos emblemas existentes.

Perguntas frequentes sobre o Cristal Vermelho


Uso dos emblemas