| Cruz Vermelha e Crescente Vermelho calculam o valor económico da sua rede de voluntários em milhões de dólares |
| Segunda, 24 Janeiro 2011 16:09 |
|
Tadateru Konoé, Presidente da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e dedicado voluntário, lança hoje um relatório que, pela primeira vez, mede o valor económico da força do seu trabalho voluntário. “Hoje, sou um voluntário da Cruz Vermelha muito orgulhoso. Posso anunciar que a nossa rede global de voluntários contribui com o valor económico de 6 mil milhões de dólares americanos através dos serviços prestados durante as catástrofes e diariamente, através de iniciativas de desenvolvimento comunitário”, diz Konoé. O relatório também quantifica pela primeira vez a proporção entre os trabalhadores pagos e os voluntários na rede humanitária, acrescentando um valor significativo aos contributos financeiros durante as emergências e para o desenvolvimento comunitário. Em média, os voluntários da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho ampliam a força trabalhadora paga da organização numa proporção de 1:20, ou seja, por cada colaborador pago existem 20 voluntários. Esta proporção é ainda maior em regiões como a África sub-Sahariana, onde existem 327 voluntários por cada colaborador pago; e no Sudeste Asiático, onde existem 432 voluntários por cada trabalhador. Neste documento, é ainda calculado que o número total de voluntários no mundo seja de 13.1 milhões – mais do que a população da Grécia ou do Cambodja e duas vezes a população de Singapura. O Presidente Konoé afirma que os objectivos desta pesquisa – conduzida pela Dalberg e baseada numa metodologia de acordo com a Organização Internacional do Trabalho e nos Johns Hopkins University Centre for Civil Society Studies – visaram destacar a contribuição dos voluntários com vista a pressionar os governos para uma mudança legislativa positiva; a introduzir o seu valor nos indicadores económicos formais; e, também, a promover uma cultura de Voluntariado em todo o mundo. “Este ano, durante o Ano Internacional dos Voluntários e do Voluntariado, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho solicita aos governos que reconheçam formalmente o valor económico dos voluntários, incorporando o seu contributo nos indicadores económicos e sociais utilizados nas tomadas de decisão e planeamento de alto nível. Também estamos a convidar os governos de todo o mundo a continuar a aumentar a protecção dos voluntários através da identificação de lacunas e barreiras nas leis e políticas relacionadas com assuntos como a responsabilidade, seguro, saúde e segurança”, diz Konoé. Segundo o Presidente da Federação Internacional, a resposta rápida dos voluntários da Cruz Vermelha do Haiti ilustra bem o valor social incalculável da rede voluntária. “Os voluntários da Cruz Vermelha local actuaram na busca e salvamento, e prestaram os primeiros socorros nas primeiras horas a seguir ao terramoto, porque vivem e conhecem bem as suas comunidades, melhor do que ninguém”, explica Konoé. “E quando se deu o surto de cólera, os voluntários locais foram de porta em porta, tenda a tenda, para falar aos seus vizinhos sobre como evitar adoecer – sabiam onde as pessoas viviam e foram uma fonte de informação de confiança porque fazem parte da comunidade.” A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho lançou também uma campanha este ano, solicitando às pessoas de todo o mundo para “descobrir o voluntário que há dentro delas”: doando o seu tempo; criando um ambiente mais seguro para os voluntários; dando oportunidades no emprego que permitam aos trabalhadores fazer Voluntariado; ou descobrindo formas inovadoras de encaixar o Voluntariado nas suas vidas ocupadas. Para ver e imprimir o relatório da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho "The value of volunteers" (em inglês), clique aqui.
|
