| Actualização das operações na Crise no Corno de África - 25/08 |
| Quinta, 25 Agosto 2011 00:00 |
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Enfoque QUÉNIA O ano de 2011 foi classificado como o ano mais seco de que se tem memória na região leste do Corno de África, afectando gravemente países como o Quénia. O fenómeno meteorológico La Niña reflectiu-se em severas secas em muitas partes do país, sendo as áreas áridas e semi-áridas as mais afectadas. O relatório de avaliação de necessidades originadas por esta seca do Grupo de Direcção de Segurança Alimentar Queniano (GSAQ), realizado em Maio deste ano, estima que o número de pessoas que precisa de uma intervenção intersectorial urgente chega aos 3.2 milhões de pessoas. Este relatório estima também que 385 mil crianças com menos de 5 anos sofrem de desnutrição aguda nas regiões áridas e semi-áridas do país, com um GAM (Desnutrição Aguda Global) acima dos 20%, encontrando-se em níveis de emergência ou de alerta. A 30 de Maio o Governo declarou a presente seca desastre nacional. A Cruz Vermelha Queniana (CVQ) tem uma longa presença nas áreas mais afectadas, com as suas 63 delegações e 70 mil voluntários, fazendo com que esta proximidade com as comunidades, governo e outros actores permita responder e adaptar a sua intervenção de forma mais rápida e eficaz nesta situação.
@FICV O levantamento de necessidades feito pela CV Queniana refere uma deterioração das pastagens, juntamente com a escassez severa de água, levando a migrações excepcionalmente longas, ao agrupamento elevado de animais numa só região, à morte de gado por falta de alimento, ao aumento de taxas de desnutrição entre os jovens, à mudança na dieta alimentar (comem apenas uma vez por dia) e ao ressurgimento do conflito, uma vez que as comunidades competem pelos recursos que rapidamente estão a diminuir. Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no Quénia
Têm havido, igualmente, mecanismos negativos para enfrentar esta crise, como por exemplo a alienação de bens domésticos e movimento da população para as áreas urbanas. Os preços dos alimentos duplicaram, chegando a triplicar nalgumas zonas, juntando-se a este aumento a subida do preço do petróleo, exacerbando desta forma a crise alimentar. As necessidades humanitárias nas áreas afectadas são dramáticas, uma vez que as famílias lidam com a falta de bens básicos, como comida, água e serviços básicos de saúde.
Esta resposta procura ajudar no imediato, tendo sempre em vista o médio/longo prazo, procurando que as comunidades voltem a ter mecanismos próprios de resposta adequada a futuras crises, não os levando a abandonar os seus locais de subsistência. Este é o principal objectivo: garantir uma maior resiliência comunitária a estes episódios cíclicos que ocorrem na região. A futura intervenção da CVP dependerá dos fundos que puder vir a angariar. Para obter informações sobre como efectuar um donativo para a “Crise no Corno de África”, clique aqui. Para mais informações operacionais, contactar o Departamento Internacional da Cruz Vermelha Portuguesa ( Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ) Fontes
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| Actualizado em Sexta, 26 Agosto 2011 10:18 |

