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quarta, 04 abril 2018 12:25

Iémen: a lenta morte da sociedade pode ser revertida e o progresso é possível

Civis não são um alvo. Hospitais não são um alvo. Ambulâncias não são um alvo. Profissionais humanitários não são um alvo. Respeitar as normas da guerra pode reverter a lenta morte da sociedade do Iêmen.

Líderes governamentais reuniram-se ontem em Genebra para uma conferência de doadores para o Iêmen. Passados três anos do início da guerra, a vida dos moradores é uma miséria indescritível dada a forma como o conflito tem vindo a desenvolver-se. A insistência de anos do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) às partes beligerantes para que o combate fosse travado de forma a que o impacto não fosse tão severo sobre os civis, não obteve resultado.

"As necessidades das famílias seriam menores – assim como as doenças, a desnutrição e o número de mortes entre os civis – se as normas básicas do Direito Internacional Humanitário (DIH) fossem respeitadas", afirmou Robert Mardini, diretor regional do CICV para o Oriente Médio. "A sociedade iemenita está sucumbindo a uma morte lenta causada pela fome em grandes proporções e a falta de remédios. É impossível expressar a gravidade da situação."

O CICV repete a mesma mensagem há três anos: os civis não são um alvo. Os hospitais não são um alvo. As ambulâncias não são um alvo. Os profissionais humanitários não são um alvo. Permitam o aumento do fluxo de importações comerciais e de ajuda humanitária mediante o seu registo e trânsito livre no país. Essas mesmas mensagens são repetidas hoje e esses pedidos precisam ser cumpridos. Existe uma enorme falha entre as palavras que ouvimos como resposta a esses pedidos e a realidade que vemos no terreno.

O progresso é possível. O CICV pode visitar pessoas detidas relacionadas com o conflito em ambos os lados após novos acordos implementados. Embora seja preciso fazer mais, este passo positivo demonstra que as partes envolvidas podem encontrar maneiras de cumprir com as suas obrigações segundo o Direito Internacional Humanitário.

O CICV está a enviar equipas médicas cirúrgicas especializadas para dois hospitais em lados opostos da linha de frente, em Aden e Saada, para prestarem serviços vitais aos pacientes feridos por armas de fogo e com traumatismos. No ano passado, um total de 139.967 pessoas foram atendidas nos dois estabelecimentos que recebem apoio do CICV.

Fonte: CICV Sanaa/Genebra