Linha CVPnr fiscal cvp 55d50 Subscrever Newsletter Doar

Pesquisa Facebook Twitter Flickr redes youtube

Encontre aqui a Cruz Vermelha mais próxima de si.

terça, 16 outubro 2018 16:44

Nigéria: segunda profissional de saúde mantida refém na Nigéria foi assassinada

É com devastação que escrevemos esta frase. O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) recebeu informação que indica que Hauwa Mohammed Liman foi morta pelos seus sequestradores num desprezível ato de crueldade. Hauwa é a segunda profissional de saúde raptada na Nigéria que foi morta no último mês.

“A notícia da morta de Hauwa atingiu-nos profundamente”, disse a Diretora Regional para África do CICV, Patricia Danzi. “Apelámos à misericórdia e ao fim destes assassinatos sem sentido. Como é possível que duas mulheres profissionais de saúde tenham sido mortas uma a seguir à outra? Nada pode justificar isto.”
Hauwa, 24 anos, era uma mulher cheia de vida, tendo-se tornado parteira muito cedo. As pessoas que a conheciam descrevem-na como sociável, dinâmica e entusiástica, amada pela família e amigos. Era dedicada ao seu trabalho ajudando mulheres vulneráveis na zona de residência da sua família.
Hauwa foi raptada num ataque à cidade de Rann, no nordeste do país, a 1 de Março, juntamente com Saifura Hussaini Ahmed Khorsa e Alice Loksha. Saifura foi deliberadamente morta a 16 de Setembro, permanecendo Alice em cativeiro, juntamente com Leah Sharibu, uma estudante de 15 anos sequestrada num incidente diferente em Fevereiro. Hauwa e Saifura trabalhavam num centro de saúde apoiado pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha. Alice trabalhava num centro apoiado pela UNICEF.
O CICV fez esforços contínuos e empenhados para assegurar a libertação destas três profissionais de saúde, incluindo um pedido de misericórdia de última hora no Domingo ao grupo do Estado Islâmico da Província da África Ocidental, que de nada serviu.
“As mortes de Hauwa e Saifura não são apenas uma tragédia para as suas famílias, mas são também sentidas por milhares de pessoas em Rann e noutras áreas afectadas pelo conflito no nordeste da Nigéria onde o acesso aos cuidados de saúde são um desafio. Apelamos ao grupo que detém a Alice e a Leah a libertá-las em seguraça”, disse Danzi.

Profissionais de saúde #NãoSãoUmAlvo