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segunda-feira, 18 outubro 2021 16:33

Cruz Vermelha pede aos líderes para agirem agora!

Nos preparativos para a COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática 2021), o Movimento da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho pede aos líderes mundiais que ajam agora por reduções rápidas e drásticas nas emissões de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, que abordem urgentemente os impactos humanitários iminentes da mudança climática, levando em consideração as lições aprendidas com a crise do COVID-19.

 

 

Declaração conjunta da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (FICR) e do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), emitida  no último dia da Cimeira sobre a abordagem do Movimento Cruz Vermelha e Crescente Vermelho sobre Pandemias, alterações climáticas e ação local:

 

Hoje, a Pandemia COVID-19 e a crise climática estão a afetar todos os aspetos das nossas vidas e sociedades, incluindo o nosso bem-estar físico e mental, o nosso meio de subsistência e as nossas economias. Os pobres e os mais vulneráveis, que têm contribuído menos para a crise climática, são os mais afetados.

 Na preparação da COP26, para o Movimento Cruz Vermelha Crescente Vermelho é imperioso que os líderes mundiais atuem agora para uma rápida e drástica redução de emissões de efeitos de gases de estufa, e, ao mesmo tempo, abordem os impactos humanitários iminentes das alterações climáticas, tendo em consideração as lições aprendidas com a crise COVID-19.

Por todo o mundo, comunidades pobres e vulneráveis deparam-se com várias crises em simultâneo. Os efeitos sucessivos de eventos climáticos extremos, insegurança alimentar, COVID-19 e conflitos, colocam milhares de vidas em perigo e criam necessidades humanitárias sem precedentes. As alterações climáticas funcionam como um multiplicador de riscos, com impactos cada vez mais devastadores. Desde o início da Pandemia, desastres relacionados com o clima têm severamente afetado as vidas de, pelo menos, 139 milhões de pessoas. Dos 25 países mais vulneráveis às alterações climáticas, 14 são também assolados por conflitos. E, no entanto, essas mesmas comunidades e países estão entre os mais negligenciados pela economia climática. Isto precisa de ser mudado.

Nenhum Estado ou organização o pode fazer sozinho. O Movimento Cruz Vermelha Crescente Vermelho está empenhado em fazer a sua parte nos esforços globais para conter a crise climática.

Nós testemunhámos o “Poder de Muitos”, enquanto milhões de voluntários das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho se manifestaram para ajudar a conter a pandemia global.

Como auxiliares dos seus governos na área humanitária, as Sociedades Nacionais são atores-chave na crise climática. O nosso pessoal e voluntários estão na linha da frente em comunidades por todo o mundo antes, durante e depois dos desastres. Eles também providenciam aconselhamento às suas autoridades no fortalecimento da governação de risco de desastres por meio de leis bem elaboradas e sustentadas, que permitem uma preparação, resposta e coordenação eficaz. Além disso, ainda apoiam apoiam pessoas afetadas a construir a sua resiliência para futuros impactos e autoridades a fortalecer as suas medidas de preparação e prevenção.

Nós também estamos a reduzir o impacto ambiental e as emissões de gases de efeito de estufa dos nossos programas e operações e a sensibilizar outros a fazer o mesmo. A Carta do Clima e Ambiente para as Organizações Humanitárias reuniu até ao momento mais de 150 Sociedades Nacionais, pequenas ONG’s e grandes organizações internacionais prontas a trabalhar em conjunto para colocar os seus compromissos em ações tangíveis.

A sobrevivência da humanidade depende das ações que realizamos hoje para mitigar alterações climáticas e adaptar recursos aos seus impactos. Não é tarde para atuar e os líderes mundiais reunidos na COP26 devem estar à altura do desafio.

Estas são as cinco ações propostas da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho aos líderes mundiais:

  1. Garantir o foco nos mais vulneráveis. Devemos priorizar as necessidades das pessoas mais vulneráveis, incluindo os grupos marginalizados, pessoas em crise e os deslocados. Devemos compreender os seus perigos, vulnerabilidades, e capacidades para serem mais resilientes, e certificar que são informados e incluídos nas decisões e planos globais, nacionais e locais. A decisão inclusiva realizada a todos os níveis é essencial.
  2. Aumentar o financiamento para adaptação que alcance dos países e das comunidades mais vulneráveis. Os esforços vitais de mitigação precisam de ser acompanhados por um forte apoio à adaptação climática, que permanece subfinanciada e despriorizada. 
  3. Investir na preparação, possibilitar uma ação mais preventiva e precoce. Já nos confrontamos com perdas e danos num clima mais volátil. Ainda assim, responder de forma reativa não será suficiente numa crise desta magnitude. Devemos investir na preparação de todos os setores e em análise de risco para melhor antecipar potenciais desastres climáticos.
  4. Transformar os compromissos globais em ações locais. Os planos de ação global e nacional climática muitas vezes não conseguem capacitar quem está em risco para tomar medidas eficazes. É essencial apoiar instituições locais e organizações como as Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, através de investimento em capacidades institucionais e no acesso a financiamento para adaptação e processos de tomada de decisão.
  5. Proteger o meio ambiente, inclusive por meio da adesão ao Direito Internacional Humanitário (DIH). A degradação ambiental exacerba as vulnerabilidades. O Direito Internacional Humanitário (DIH) protege o ambiente natural e limita a degradação ambiental. O respeito pelo DIH previne os danos civis profundamente interligados que acompanham os danos ambientais nos conflitos armados.

A crise climática está aqui, hoje; só vai piorar no futuro. O mundo deve tomar medidas agora para mitigar a sua gravidade e os seus efeitos sobre os mais vulneráveis no mundo. ACOP26 é uma oportunidade para reduzir os danos. É uma oportunidade que todos devemos aproveitar juntos.

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