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segunda-feira, 25 março 2019 18:32

Federação Internacional CV/CV, ponto de situação em Moçambique

“A rapidez, qualidade e escala da resposta são factores críticos para prevenir surtos de doenças” – refere o Secretário-Geral da FICV

(tradução)

Após o ciclone Idai, a rede Cruz Vermelha e Crescente Vermelha reúne esforços para prevenir surtos de doenças com a alocação de uma Unidade de Resposta de Emergência que irá providenciar saneamento para 20.000 pessoas/dia. Seguir-se-ão duas Unidades de Resposta de Emergência de Saúde.

“Após um desastre desta magnitude, a rapidez, qualidade e escala da nossa resposta são factores críticos para minimizar o risco de surtos de doenças transmitidas por águas contaminadas, como a cólera”, diz o Secretário-Geral da Federação Internacional das Sociedades Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (FICV), Elhadj As Sy, hoje, numa conferência de imprensa no gabinete das Nações unidades, em Genebra. “ À medida que as águas das cheias recuam, milhares de pessoas continuaram sem água, abrigo e cuidados médicos. Teremos uma visão mais clara das reais consequências deste desastre.”

Muitas Sociedades Nacionais Cruz Vermelha e Crescente Vermelho colaboram na resposta através da alocação rápida de Unidades de Resposta a Emergência constituídas por especialistas técnicos capacitados e kits pré-preparados de equipamento estandardizado. Estas unidades são vitais à resposta ao desastre, prestando o auxílio imediato.

Neste momento duas Unidades de Resposta de Emergência de Saúde Cruz Vermelha encontram-se a caminho de Moçambique para providenciar cuidados médicos urgentes. Estas unidades providenciarão serviços médicos, cirurgias de emergência, assim como cuidados de internamento e ambulatório para 30.000 pessoas. Um avião de carga partirá hoje de Genebra com uma Unidade de Resposta de Emergência Logística que irá assegurar que os bens são recebidos e canalizados através da alfândega, e que existe transporte disponível para os voluntários da Cruz Vermelha. Esta unidade presta um apoio essencial à operação já que assegura que os recursos doados são identificados e geridos de acordo. Posteriormente chegará uma outra Unidade de resposta de emergência que providenciará água potável a 15.00 pessoas/dia.

A FICV irá triplicar o seu apelo dos iniciais 10 milhões para 31 milhões de francos suíços (cerca de 27 milhões de euros), para apoiar os esforços de resposta e prevenção da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho. Os fundos irão permitir à FICV apoiar a Cruz Vermelha Moçambicana na assistência a 200.000 pessoas, com cuidados de saúde, água, saneamento e higiene, abrigo e protecção nos próximos 24 meses.

“Estamos a assistir a uma incrível colaboração e união de Sociedades Cruz Vermelha e Crescente Vermelho de todo o mundo, e dos nossos parceiros internacionais” – disse Sy, “Mas o desastre ainda não terminou, temos que nos preparar para os meses que se seguem. É vital que a resposta também potencie os líderes locais e os atores humanitários locais, à medida que Moçambique responde à crise.”

O ciclone Idai afectou mais de 1.85 milhões de pessoas em Moçambique, de acordo com as Nações Unidas. Estima-se que 483.000 foram deslocadas pelas cheias, que destruíram e submergiram uma área superior a 3.000 quilómetros quadrados.

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