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quarta-feira, 05 junho 2019 16:25

Poema solidário com Moçambique por Edgar Rodrigues (continuação)

Poema escrito por Edgar Rodrigues

Quantos sóis já passaram do desastre
Quantas lágrimas de sangue já caíram
Fala-se de ti muito em toda a parte
E onde estão os tectos que ruíram?

Solidários de palavras mais de mil
A Cruz-Vermelha surgiu e foi primeiro
Quanto tempo vai durar o mês de Abril
Quantos vão ajudar o Embondeiro?

Militares e Bombeiros Voluntários
Fazem o que podem com bem pouco
O INEM com socorros primários
Mas o povo clama tanto que está rouco

Houve outros que chegaram com os braços
Com força e vontade de fazer
Não chega a intenção nem os abraços
Que a saúde e a fome faz morrer

O pouco que chegou não chega a nada
O desastre foi grande sem medida
Ou quem pode se une de mão dada
Ou a guerra da desgraça está perdida

 

Depois são os lamentos e os remorsos
Era aqui, foi ali, já não me lembro
Houve vontade, sonhos, houve esforços
Mas parece que Abril foi em Novembro

Francisco diz que Deus perdoa tudo
Que o homem por vezes também perdoa
A natureza com seu estilo mudo
Se o Homem quiser, pode ser boa

Que a natureza ao Homem tudo indique
Coração e mente lado a lado
Para que feliz renasça Moçambique
E que o Homem se sinta compensado