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quinta-feira, 05 setembro 2019 16:35

Saúde Pública & Educação Social

Uma Rede Nacional de Apoio e Educação Parental e Familiar.

Proposta de implementação:

Rede Nacional de Apoio e Educação Parental e Familiar.

Medida de Promoção de Saúde e Prevenção de Doenças Psicológicas.

 

Para quem:

Famílias.

Mães, pais e outros cuidadores principais.

Filhos (crianças e adolescentes).

 

Objetivos:

Objetivo principal:

  • Melhorar as relações nas famílias

Objetivos específicos:

  • Provocar a tomada de consciência dos pais sobre o seu papel como tal.
  • Incitar a mudança de comportamentos.
  • Aumentar o nível de conhecimentos sobre educação da população.

 

Racional:

  • Ninguém sabe ser pai e mãe antes de o ser. E em cada época as famílias deparam-se com diferentes desafios. Hoje em dia, as dinâmicas familiares são mais funcionais do que relacionais.
  • As famílias são vítimas da competitividade do mundo laboral. Os dias de trabalho das mães e dos pais são longos e longe dos filhos.
  • Há desarticulação entre muito conhecimento teórico e pouco conhecimento prático sobre puericultura e educação. O excesso de informação teórica assusta e provoca sentimentos de insegurança e culpa. A redução do número de elementos por família e o isolamento das famílias, que passaram a viver nas cidades, longe dos avós, tios e primos, faz com que as experiências práticas sobre o cuidar e educar sejam reduzidas.
  • A relação entre escola e família ainda não é suficientemente estreita. O sistema educativo assenta em objetivos e metas para os quais os educadores e professores tendem a trabalhar, ficando a relação com as famílias e a mediação das relações intrafamiliares para um plano secundário.

 

Onde:

Gabinetes dos Centros de Saúde de Portugal Continental e Regiões Autónomas da Madeira e Açores.

(Possíveis deslocações aos domicílios, especialmente para apoio nos cuidados a crianças recém-nascidas).

 

Por quem:

Psicólogos, Educadores de Infância, Professores, Enfermeiros.

(Aproveitamento dos recursos humanos já existentes no Serviço Nacional de Saúde)

Independentemente da formação e profissão é importante que todos os profissionais que desempenharem funções nesta medida promocional de saúde tenham formação de preparação. Ao longo do tempo, devem ter formações contínuas, sessões de auto e hétero- avaliação e supervisão do trabalho. 

 

Como:

Atendimento permanente, personalizado e estruturado.

Observação & conversa em gabinetes específicos nos Centros de Saúde.

Sessões com os pais e/ou com filhos, consoante as necessidades e a fase em que cada família se encontra.

Resposta ininterrupta e continuada às necessidades sentidas pelas famílias, com foco em determinadas etapas da vida da criança e fases de maior suscetibilidade da saúde psicológica das famílias:

  • Pré-Natal
  • Recém nascidos
  • Birras
  • Entrada na Creche/Jardim-de-infância
  • Início da vida escolar formal
  • 5º Ano de escolaridade
  • Adolescência

 

 

Organização da rede:

Equipa de Formação e Supervisão:

  • Profissionais de vários municípios do país com formação inicial sobre o funcionamento e objetivos da rede de Apoio e Educação Parental e Familiar.
  • Seleccionam, formam e supervisionam o trabalho dos profissionais que atuam em campo.
  • Reúnem-se com frequência para avaliação do trabalho desempenhado em todo o País.

Profissionais em campo:

  • selecionados, formados e supervisionados por um dos elementos da Equipa de Formação e Supervisão
  • devem sempre partir do princípio que, mais do que ninguém, os pais gostam, conhecem e querem o melhor para os filhos.
  • são responsáveis por desempenhar uma função de educador, respeitando e compreendendo, mas estimulando e acreditando sempre no desenvolvimento positivo das relações familiares.
  • devem colaborar com médicos, outros técnicos de saúde, professores e outros profissionais de educação, em favor da família.
  • detetam necessidades específicas da criança e da família, alertar, aconselhar e encaminhar para outros apoios.

Esta medida de Apoio e Educação Parental e Familiar deverá ser, também, promovida pela Sociedade Civil (entendida como a faixa existente entre a Administração Central e o conjunto dos cidadãos), onde organizações como a Cruz Vermelha Portuguesa podem desempenhar um papel insubstituível.

 

Chegar às pessoas: 

  • Informação verbal (oral e escrita) nos Centros de Saúde.
  • Informação fornecida pelos meios de comunicação social.
  • Encaminhamento feito pelos Médicos de Família, Obstetras, Pediatras e Enfermeiros.
  • Encaminhamento feito por outros profissionais de saúde e educação que trabalhem com as famílias.
  • Conhecimento das famílias nos cursos pré-parto, aproximação e abertura para as receber, mais tarde, nos gabinetes de apoio parental e familiar.

 

Maria Ana Cosme Tomaz

Educadora de Infância e Professora do 1º Ciclo