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sábado, 14 setembro 2019 06:05

Dia Mundial dos Primeiros Socorros 2019

Combater a exclusão através dos primeiros socorros

Celebra-se hoje, dia 14 de Setembro, o Dia Mundial dos Primeiros Socorros. Este ano e como líder mundial na formação e ensino de primeiros socorros há mais de 150 anos, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho (FICV) elegeu o tema “Combater a exclusão através dos primeiros socorros” para a comemoração deste dia.

Toda a vida importa e os primeiros socorros são um acto de humanidade que capacita as pessoas a salvar vidas e ajuda na recuperação de doenças súbitas ou ferimentos.

Em 2017, mais de 16 milhões de pessoas foram treinadas em todo o mundo por mais de 100 Sociedades Nacionais. No entanto, existem ainda muitos grupos de pessoas a quem esta formação não chega. Regra geral, são pessoas que foram excluídas ou discriminadas, não são visíveis na sociedade ou estão fora do nosso alcance, devido à falta de acessibilidade física ou por questões geográficas.

Esses grupos podem incluir mulheres e meninas, idosos, prisioneiros, pessoas com doenças, como a tuberculose ou HIV, pessoas com deficiência, crianças e jovens em dificuldade, como órfãos, crianças trabalhadoras ou a viver na rua, pessoas que foram traficadas ou deslocadas, refugiados e outros migrantes, pessoas de orientação sexual particular, membros de grupos minoritários, sujeitos a práticas culturais nocivas e inúmeros outros grupos privados de Direitos Humanos. Alguns destes grupos excluídos têm maior probabilidade de se ferirem ou adoecer repentinamente, ou de entrar em contacto com alguém que precise de ajuda. E todos eles têm o potencial para aprender primeiros socorros e salvar vidas, seja qual for a sua situação individual ou social.

Desta forma e no âmbito deste dia, a FICV chama a atenção para a importância de a educação em primeiros socorros ser acessível a todos, com pleno respeito à diversidade e sem discriminação ou exclusão.

Objectivos

Através do Dia Mundial dos Primeiros Socorros, a FICV encoraja as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho a:

  • Advogar para o salvamento de qualquer pessoa, seja qual for a sua situação;
  • Incluir pessoas de todas as idades na aprendizagem de primeiros socorros, especialmente aquelas deixadas para trás;
  • Desenvolver formações de primeiros socorros que sejam acessíveis e relevantes para cada um dos grupos-alvo;
  • Aumentar a tomada de consciência sobre como aprender primeiros socorros pode ser uma maneira de fortalecer as pessoas dentro da sociedade;
  • Diversificar o perfil dos possíveis futuros voluntários da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

FICV - Relatório Mundial de Desastres 2018, “Ninguém é deixado para trás”

Factos e números, exemplos de situações de exclusão

  • Pessoas com deficiência ultrapassam um bilião de pessoas - cerca de 15% da população mundial – tornando-as a maior e mais desfavorecida minoria do mundo. Estas podem enfrentar barreiras sociais, económicas e culturais que limitam o seu acesso à participação plena e efectiva na sociedade, incluindo desenvolvimento económico, educação, emprego e serviços de saúde.
  • Os migrantes, e particularmente os refugiados, são frequentemente vulneráveis à discriminação porque, além de serem bodes expiatórios e vítimas de hostilidade, podem não falar a língua local, ter o apoio de redes sociais familiares ou estar bem informados sobre a assistência disponível.
  • O número total de pessoas deslocadas à força devido a conflitos, violência ou perseguição atingiu 68,5 milhões em 2017, um aumento de 2,9 milhões (4,5%) em relação a 2016, o sexto aumento anual consecutivo.
  • Além disso, o deslocamento forçado relacionado com catástrofes e desastres naturais, incluindo os efeitos adversos das alterações climáticas, é uma realidade e um dos maiores desafios humanitários enfrentados pelos Estados e pela comunidade internacional no século XXI. Em média, mais de 20 milhões de pessoas deslocam-se todos os anos por perigos relacionados com o tempo e o clima.
  • Em 2017, estimava-se que 150 milhões de pessoas, ou cerca de 2% da população mundial, viviam sem abrigo.