CVP Trofa há 25 a cuidar, todos os dias.
25 anos a cuidar. 25 anos de pessoas. 25 anos de amor.
Há 25 anos que fazemos da nossa missão uma presença diária na vida de quem mais precisa.
Todos os dias, abrimos portas, estendemos mãos, ouvimos histórias, damos colo, criamos oportunidades e procuramos estar onde somos necessários. Porque cuidar não acontece apenas nos grandes momentos. Acontece nos pequenos gestos, na palavra certa, num abraço, num sorriso, numa visita, numa ajuda que chega quando alguém mais precisa dela.
Ao longo destes 25 anos, passaram por nós milhares de pessoas. Crianças, jovens, adultos, famílias, seniores, voluntários, profissionais, parceiros e amigos. Cada uma deixou um pouco de si e ajudou a construir aquilo que somos hoje.
A Cruz Vermelha é feita de pessoas que cuidam de pessoas.
É feita de entrega, de proximidade, de humanidade e, acima de tudo, de amor.
Celebrar 25 anos é olhar para trás com orgulho e gratidão, mas é também renovar uma promessa: continuar aqui, todos os dias, de coração aberto e porta aberta, para cuidar de quem precisa de nós.
Entrevista a Daniela Esteves – presidente da CVP Trofa
Entrevistámos a Presidente da Cruz Vermelha da Trofa para conhecer mais de perto o caminho percorrido ao longo destes anos, perceber como tem evoluído a presença e a intervenção da instituição no terreno e de que forma as respostas têm acompanhado as necessidades da comunidade.
Uma conversa sobre o passado, o presente e também sobre o futuro.
Daniela, qual o balanço que faz destes 25 anos da Cruz Vermelha da Trofa?
O balanço que faço é profundamente positivo. Sem desconsiderar todo o trabalho que já era desenvolvido pela Cruz Vermelha, é importante reconhecer a evolução significativa que alcançámos ao longo destes anos.
Crescemos na dimensão da nossa atuação, alargámos a nossa missão e conquistámos um posicionamento de grande relevância na comunidade. Foi um caminho construído gradualmente, com desafios, altos e baixos, mas também com muitas conquistas.
Hoje, chegamos a um número muito maior de pessoas e disponibilizamos mais respostas, procurando sempre ir ao encontro das necessidades da comunidade. Por tudo aquilo que conquistámos e alcançámos, considero que o balanço só pode ser muito positivo.
O que mais a tem deixado orgulhosa?
Aquilo que mais me orgulha é ter conseguido reunir e unir pessoas em torno da missão da Cruz Vermelha. Esta é uma instituição dedicada às pessoas, mas que, acima de tudo, é feita por pessoas. Por isso, considero extraordinária a qualidade humana de todos aqueles que conseguimos envolver na nossa delegação e nas diferentes ações que desenvolvemos.
Um dos maiores desafios foi aproximar as pessoas da Cruz Vermelha, incentivá-las a integrar a equipa, a assumir responsabilidades e a participar nos diferentes órgãos da instituição. Ao olhar para todo este percurso, sinto um enorme orgulho nas pessoas que fizeram e continuam a fazer parte desta caminhada.
Cada uma, com um pouco do seu tempo, do seu trabalho e da sua dedicação, contribuiu para a dinâmica e para a intervenção da Cruz Vermelha. Acima de tudo, ajudou a garantir à comunidade uma resposta social mais próxima, mais forte e de maior qualidade.
O que não pode faltar ano após ano na Cruz Vermelha?
Não tenho dúvidas de que aquilo que nunca pode faltar é o amor, o espírito de missão, a entrega e a capacidade de dar sem esperar nada em troca.
Quem abraça esta causa não procura qualquer benefício pessoal. A maior recompensa é emocional e nasce da possibilidade de contribuir, ajudar e fazer a diferença na vida de quem mais precisa.
Por isso, considero que o essencial nesta missão é manter vivo o espírito solidário e um sentimento de amor incondicional por todas as pessoas que recorrem a nós.
O que ainda espera concretizar na Cruz Vermelha da Trofa? Quais são os projetos para o futuro?
Tenho ainda muitos desafios pela frente. Sou uma pessoa ambiciosa, quero sempre fazer mais e, acima de tudo, continuar a contribuir para o crescimento da Cruz Vermelha.
Sinto que ainda tenho muito para dar à instituição, embora não saiba se permanecerei o tempo necessário para concretizar todos os projetos que idealizo. A própria continuidade neste percurso é também um desafio, devido à exigência, à responsabilidade e à dedicação que esta missão implica.
Neste momento, o nosso grande objetivo é a concretização do Centro de Dia e SAD +Horizonte. Será um desafio que exigirá muito tempo, energia, trabalho e dedicação, mas que representará um passo muito importante na resposta às necessidades da nossa comunidade.
Depois da concretização deste projeto, espero que consigamos consolidar e reorganizar as nossas respostas, garantindo a qualidade e a sustentabilidade destas valências. Caso surjam novas necessidades, desejo que tenhamos a coragem, a capacidade e a determinação necessárias para criar novas respostas.
Aquilo que mais desejo para o futuro da Cruz Vermelha da Trofa é que esta estrutura continue a crescer de forma sólida e sustentável, para que possa manter a sua missão e continuar a apoiar a comunidade durante muitos anos.
Entrevista a Carla Lima – Coordenadora do projeto CLDS WI5G
Carla, está na Cruz Vermelha da Trofa quase desde o seu início. Como é celebrar 25 anos desta causa?
Celebrar 25 anos da Cruz Vermelha Portuguesa da Trofa é, para mim, muito mais do que assinalar uma data. É olhar para trás e ver um caminho feito de pessoas, de histórias, de desafios, de lágrimas, mas também de muitos sorrisos e de muitas vidas tocadas.
Estar na Cruz Vermelha quase desde o seu início é sentir que esta causa também faz parte da minha própria história. Cresci com ela, aprendi com ela e continuo, todos os dias, a acreditar profundamente na sua Missão. Foram 25 anos de presença junto da comunidade, muitas vezes nos momentos mais difíceis, quando as famílias mais precisam de uma mão amiga, de uma palavra doce ou até de uma resposta concreta.
É um orgulho enorme fazer parte deste percurso. Um orgulho sereno, mas muito sentido, porque sei que cada passo dado foi construído com dedicação, compromisso e muito amor à comunidade da Trofa.
Enquanto coordenadora da Cruz Vermelha, e dos muitos projetos que dela fazem parte (como é o caso, neste momento, do CLDS WI5G), o que sente que tem esta instituição de diferente?
A Cruz Vermelha tem algo de muito especial: está sempre próxima das pessoas e tem uma criatividade ímpar.
Não é apenas uma instituição que presta apoio; é uma casa de humanidade, onde cada pessoa é recebida com dignidade, respeito e cuidado.
O que nos diferencia é esta capacidade de olhar para cada situação de forma individual, de perceber que por trás de cada pedido há uma história, uma família, uma fragilidade, mas também uma esperança. Seja através do apoio alimentar, dos projetos sociais, do CLDS WI5G, no trabalho com crianças, jovens, famílias, seniores ou pessoas em situação de maior vulnerabilidade, procuramos sempre chegar mais perto, ouvir melhor e responder com humanidade.
A Cruz Vermelha da Trofa é feita de equipa, de voluntários, de parceiros e de comunidade. E é esta união que a torna diferente. Não trabalhamos apenas para as pessoas; trabalhamos com as pessoas, acreditando que cada gesto, por mais pequeno que pareça, pode transformar uma vida. E tentamos sempre criar novas respostas para velhos problemas de forma inovadora, o que faz com que todos os dias sejam um desafio constante.
Passaram 25 anos, quais as principais diferenças que consegues identificar?
Ao longo destes 25 anos, a realidade social mudou muito. As necessidades das famílias são hoje mais complexas, mais exigentes e, muitas vezes, menos visíveis.
Antes, os pedidos estavam muito associados a carências mais imediatas, como alimentação ou bens essenciais. Hoje, continuamos a responder a essas necessidades, mas encontramos também desafios ligados à saúde mental, ao isolamento, à pobreza envergonhada, à integração social, à habitação, à educação, à empregabilidade e à capacitação das pessoas. E isso também nos traz novos desafios e exigências.
Também a própria Cruz Vermelha da Trofa cresceu muito. Cresceu em respostas, em projetos, em responsabilidade e em impacto. Hoje somos chamados a intervir em diferentes áreas e a construir respostas cada vez mais integradas, em articulação com parceiros e com a comunidade.
Mas há algo que não mudou: a essência. Continuamos a estar aqui para cuidar, apoiar, escutar e agir. Continuamos a acreditar que a solidariedade não é apenas uma palavra bonita; é uma prática diária, feita de presença, de compromisso e de coração.
Um quarto de século é um marco importante, mas o que ainda falta fazer em prol da comunidade?
Falta sempre fazer mais. Quando trabalhamos na área social, sabemos que cada resposta dada abre também caminho para novos desafios. A comunidade muda, as necessidades transformam-se e a nossa missão é continuar atentos, disponíveis e preparados para responder.
Falta continuar a combater a solidão, apoiar as famílias em maior vulnerabilidade, criar oportunidades para os jovens, valorizar os seniores, promover a inclusão, reforçar a capacitação da comunidade e garantir que ninguém fica para trás.
Mas, acima de tudo, falta continuar a cuidar com humanidade. O futuro da Cruz Vermelha da Trofa passa por manter viva esta proximidade, esta capacidade de estar ao lado das pessoas nos momentos certos e de construir, com todos, uma comunidade mais solidária, mais justa e mais humana.
Celebrar 25 anos é agradecer o caminho feito, mas também renovar o compromisso com o futuro. Porque a nossa missão continua. E enquanto houver alguém a precisar, a Cruz Vermelha da Trofa continuará a estar presente, com o mesmo espírito de sempre: ajudar, cuidar e transformar vidas.
TODOS OS DIAS.
Um design único que assinala os 25 anos da nossa missão: O Abraço
Para assinalar um marco tão especial, quisemos também criar uma imagem capaz de representar estes 25 anos de história, proximidade e humanidade.
Para isso, contámos com o talento da designer de moda trofense Inês Torcato, que aceitou o desafio de criar o design comemorativo dos 25 anos da Cruz Vermelha da Trofa.
Uma identidade pensada ao detalhe, carregada de significado e que ganhou vida em diferentes elementos comemorativos, incluindo umas meias exclusivas, criadas especialmente para esta celebração.
Mais do que uma imagem, este design pretende representar aquilo que somos e aquilo que construímos ao longo de um quarto de século: um abraço.
Entrevista a Inês Torcato – designer de moda
As celebrações continuam…
Em dia de aniversário, inauguramos o Mural dos 25 anos, junto ao nosso Stand Institucional.
Uma obra de arte da nossa comunidade, que nos “abraça” com ternura e essência.
Este será um ano repleto de celebrações e muitas novidades a caminho.