Fundação Galp e Cruz Vermelha Portuguesa lançam programa de 1 milhão de euros para reforçar a resiliência das comunidades afetadas pelas tempestades e inundações

O Programa Galp | Resiliência Comunitária 2026 já está em execução no terreno e apoia famílias, pequenos negócios e comunidades afetadas pelas recentes tempestades e inundações em Portugal.

A Fundação Galp e a Cruz Vermelha Portuguesa uniram esforços para apoiar as comunidades afetadas pelas recentes tempestades e inundações em Portugal, através do Programa Galp | Resiliência Comunitária 2026, uma iniciativa de 1 milhão de euros orientada para a resposta imediata, a recuperação social e económica e a preparação para futuros eventos extremos.

Numa primeira fase, já em execução, o programa assegurou abrigo temporário digno e condições básicas de saneamento a famílias diretamente afetadas. Na Marinha Grande, foram instalados 11 módulos habitacionais de emergência e 2 módulos sanitários autónomos, garantindo alojamento transitório a nove agregados familiares, num total de 36 pessoas, cujas habitações ficaram inutilizadas.

Esta resposta permitiu evitar soluções precárias, aliviar a pressão sobre os municípios e assegurar condições de segurança, privacidade e dignidade às famílias afetadas.

“Este programa traduz a nossa visão de responsabilidade: responder com rapidez às emergências, mas também contribuir para soluções estruturais que façam a diferença no longo prazo. Ao lado da Cruz Vermelha Portuguesa, estamos a apoiar as comunidades não só na superação imediata desta crise, mas também na sua preparação para o futuro”, afirma João Marques da Silva, CEO da Galp.

A segunda fase do programa centra-se na recuperação económica e social das comunidades, reconhecendo que a resposta não se esgota no apoio habitacional. Esta componente inclui apoio financeiro direto a 72 famílias durante 12 meses, micro-subvenções a cerca de 38 pequenos negócios, sobretudo em Alcácer do Sal, e acompanhamento social e psicossocial de proximidade a famílias em situação de maior vulnerabilidade.

Este apoio aos pequenos negócios tem como objetivo contribuir para a retoma da atividade económica local e para a manutenção de postos de trabalho, ajudando os territórios afetados a recuperar com maior estabilidade.

O programa prevê ainda a disponibilização de um contentor multifuncional móvel, que poderá ser utilizado para apoio social e psicossocial, atendimento médico de proximidade e coordenação local da resposta.

“Perante uma emergência, a Cruz Vermelha Portuguesa está onde é mais necessária: ao lado das pessoas. Esta parceria com a Fundação Galp permite-nos reforçar a resposta no terreno, apoiar famílias e pequenos negócios afetados e preparar melhor as comunidades para futuros eventos extremos, sempre com a dignidade humana no centro da nossa ação”, afirma António Saraiva, Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.

A terceira dimensão do Programa Galp | Resiliência Comunitária 2026 está focada na preparação para o futuro. Está prevista a implementação de micro-hubs comunitários móveis com energia, iluminação e comunicações, reboques ZCAP (Zonas de Concentração e Apoio à População) para apoio rápido em cenários de evacuação, unidades móveis de comunicações por satélite e ações de capacitação comunitária e escolar em Primeiros Socorros e Primeiros Socorros Psicológicos.

Esta componente inclui ainda a distribuição de kits de emergência comunitários, com o objetivo de reforçar a preparação local, promover práticas de autoproteção e aumentar a capacidade de resposta inicial das comunidades perante futuros acontecimentos extremos.

Ao longo dos 12 meses de execução, o Programa Galp | Resiliência Comunitária 2026 será desenvolvido segundo princípios de rapidez com responsabilidade, transparência, rastreabilidade e coordenação institucional, com monitorização contínua e resultados mensuráveis.